quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os Ursos vão...

Estou sentada na beira da água, a areia é um tanto grossa, a praia é um tanto brava.
Sento bem na beira.
Tem um urso acima da descida da queda da areia sentado, me olhando. Eu estou de costas enfiando a mão na areia. Têm uma distância nos separando. Ele não sentou junto de mim. Penso que sou Infantil demais perto dele. Novamente me sinto diminuída...
Começo quase sem querer, a fazer um castelo pingado (aquele que pingamos areia mole, sobre areia e vai se formando uma forma Daliniana de castelo).
Eu cavo bem ao lado do que estou construindo. Sei q é uma construção de risco, mas meu desejo de fazer é maior que os riscos.
Vou construindo e as ondas vão destruindo... Eu sei que ele não vai durar muito, mas surpreendentemente não me sinto frustrada, eu sabia que iria acontecer, eu esperava por aquilo.
Continuo contruindo e o Urso continua me observando.
O olhar dele me conforta, mas de alguma maneira, sabia que aquele olhar duraria tanto quanto o castelo, até a próxima onda...
Sabia, que quando eu parasse de construir, o urso iria embora.

Os Ursos sempre vão embora deixando o buraco aberto!

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