Ela andava nua pela floresta, seus pés amassavam as folhas secas alaranjadas ao chão, a neblina esfumaçava a profundidade, se sentia parte de cima a baixo. O cheiro do solo, uma mistura acre em decomposição inspirava a vida. A mariposa branca deu seu primeiro voo. A água descia gelada pela rocha, e a queda era inevitável e poderosa. Respingos molhavam sua pele, ela subia, o sol subia e ela se deitou na parte plana da rocha deixando a água inundar seu corpo esperando o sol aquecer sua alma.
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