Eu caí e não tinha nenhuma mão para me ajudar
Eu estava imersa num buraco escuro úmido
Não lembrava como havia chegado ali
Eu andava com esperança, com o sol no rosto, tinha a sensação que tinha alguém me acompanhando.
Dentro do buraco eu buscava aquela mão
Tudo doía, dentro e fora de mim. Sentia um amargo no peito e na boca, como se tivessem arrancado algo preciso de mim.
A mão que eu procurava alcançar, tinha me lançado ali, me punindo pela dor que consumia suas entranhas, me atacando para se livrar da culpa que impregnava sua alma.
Conheço essa culpa inata, que está aí, sujeitando a todos e avassalando os que fogem. É uma culpa ancestral que nos foi imputada.
Sair ao sol faz doer os olhos que dormem
A esperança arranca a serenidade dos que se levam a sério demais. As garras são afiadas e desferem golpes atordoantes nos que estão iluminando a própria escuridão.
Não haverá mão, que não seja a minha, a minha que é guiada pelo coração que pulsa em mim, habitado por uma luz e um amor que transcende tudo.
Eu não caibo mais na escuridão
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