segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

 Todas as minhas tempestades vêm da minha falta de foco no presente. Ou estou ansiosa com o futuro, ou estou nostálgica escavando as memórias em busca de tesouros de felicidade… sempre projetando minha plenitude is como algo inalcançável. E com isso, desperdiçando os minutos da minha existência afastando a felicidade que está aqui e agora. O bem estar, de estar comigo, na minha vida. Tento preencher os ideias que absorvi nos comerciais de margarina e só percebo tarde demais que não estou vivendo a vida perfeita. Lamento pelo que perdi, anseio pelo que posso ganhar e como uma criança mimada não aproveito o presente. Me lembro dos dias no sítio, lá não tinha luz elétrica, era lampião, água do poço, por muito tempo nossos banhos eram o balde furado, depois colocou-se um chuveiro a querosene… mas não tinha tv, rádio, não existia celular, não tinha telefone…

E os brinquedos eram poucos e muito desfrutados, nos demorávamos nas brincadeiras, apreciávamos as frutas do pé, as épocas de manga e jabuticabas eram as favoritas.

Meu avô colhia as laranjas ou mexericas do pé toda manhã para fazer suco, minha avó espremia na mão e ele nos levava o suco na cama, minha avó fazia pão na chapa numa frigideira grossa de ferro…

Tudo tinha paciência, não haviam distrações durante as atividades. E tento recorrer as essas memórias para resgatar um padrão de foco, de estar, de ser a cada respiração.

Apreciar ser, degustar estar presente, sentir a paz de estar comigo. 

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