Desintegrando
A não existência é uma massa cinza.
A chuva forte e insistente depois de alguns duas de calor
Eu procuro a verdade, ela emerge como uma urgência, você precisa procurar mais fundo.
Tudo são sinais, o tempo passa devagar, e eu vejo as falhas no sistema.
As escadas da casa são alegorias do meu subconsciente.
Eu vejo minha energia evaporando, mas ele puxa o balão de volta como se trouxesse a vida de volta ao corpo.
A pior parte de mim representada por um, a melhor parte de mim representada por outro.
E somos uma parte da mesma essência.
Somos um e todos.
E tudo vai ficando mais distante, o que precisa ser curado esta latente.
E eu olho para tantas versões de mim, de nós, e a vida, e a ressureição… e já não sei mais se estou viva ou se estou morta… mas isso tudo não importa. A chuva não para, é de noite e os pássaros cantam. Eu me entrego, solto e sinto me fundir com algo. Eles usam minha melhor e minha pior parte para me trazer de volta. Estão sempre me trazendo de volta. O que eu preciso enxergar que eu não quero ver? A chuva fica mais forte, o canto fica insuportável, como se eles gritassem no meu ouvido o que eu me recuso a aceitar.
Ilusão.
Eu vi a falha, as coisas voltam fora do lugar.
E vou sublimando, eu não pertenço a lugar nenhum.
Ouço claramente que sou uma peça com defeito.
A percepção deve ficar aturdida.
Precisa ser reemcapsulada.
E tudo começa outra vez, e eles sabem que eu ainda sei.
Demora uns dias para que tudo se assente.
O sonho dentro do sonho, vou esconder lá. Ficará como um gatilho oculto que disparará a verdade.
Somos o um.
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