Minha chuva é aquela continua, que incomoda, que nos faz querer fugir dentro de casa, dentro de nós… não nos comida a ver o mundo. Ela dói, trás a tristeza toda do mundo dentro dela. Densa…
Ela convida o medo a emergir, ele transborda e paralisa.
Não me sinto impotente diante da força da natureza como numa tempestade de verão, me sinto impotente diante da natureza humana, tão gananciosa e vil, tão destrutiva…
Tem dias que peço perdão para os índios dizimados do Brazil, tenho pesar pela minha ancestralidade tão iludida por vícios…
E continuamos propagando essa miséria humana. Essa frequência tão pesada que é viver em torno do ego.
Sinto o choro das crianças, das mães, dos pais…
Sinto o choro da terra. E me desculpo por tanta dor que causamos no planeta.
Eu penso na minha responsabilidade em ser um humano melhor, quero enxugar tantos enganos. Quero uma manhã seca, ensolarada com cantos de pássaros que trás a promessa de uma tarde tempestuosa para as crianças, onde a noite encerra com a vocalização das rãs nas poças…
Nossa missão é individual mas nossa evolução é em conjunto…
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