Despencam no chão
A solidão isola
O medo paralisa
A ansiedade destrói alguns corações
Eu sigo confiando
O mundo precisava de um chacoalhão
Algo em traz uma sabedoria que não sei de onde, mas que sabe que é uma transição
Medo da morte? Não tenho...
Tenho medo de não acompanhar a transformação
De ficar ancorada numa situação e me afogar na mais leve ondulação
Nasci para tempestades, danço com o trovão...
Acordo exausta, encharcada com os primeiros raios solares e sinto a vida pulsar lindamente a cada respiração...
Minhas células seguem seu processo, meu corpo, meu espírito...
Nada fica constante, a constância é uma ilusão...
Meus cabelos brancos, as rugas na minha mão enquanto escrevo
Cada momento é precioso
E passa...
E vem outro
Que tbm passa...
E um dia o espírito deixa o corpo
E segue...
E tudo continua
Sinto que devo honrar cada momento
Toda situação
Sem comentários:
Enviar um comentário