Ler os sinais
São evidências que se repetem
A vida tem um padrão
Minha alma tem um padrão de sinais que muitas vezes me recuso a ler…
Mas quando analisados, estão lá
Piscando, pulsando, gritando…
Não quero ler…
Quero viver no momento bom das coisas
Nas danças na cozinha, nas risadas, nas comidas feitas juntos…
Não quero esses espinhos que adentram todos os dias pela minha alma…
Essa falta de carinho, de delicadeza…
Me cerco de coisas, como se elas fossem escudos para me proteger da verdade
Meu circo de ilusões está montado
Não quero desmoronar tudo e lidar com a verdade…
Não existem mais danças, não existe mais música, não existe risada…
Não existe mais cumplicidade
Tudo está perdido dentro dessa lona
Tão frágil, que a brisa carrega e expõe
Nem a semente que cresce é capaz de unir os fragmentos
Não batam palmas para a tragédia
Ou batam, talvez as atuações tenham válido a cena.
Tem sempre um grau de esforço absurdo para manter o espetáculo…
Dois palhaços criando em mundos separados
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