A casa tá cheia
Cheio o ventre
Cheia as emoções
É uma jornada dupla e solitária
O Y não entende e nunca vai entender, está além de sua genética
Até os que se esforçam em estudar o X, não podem ser empíricos
Sinto falta da minha mãe, do ventre que me carregou, que entende...
Tudo transborda
Medo, expectativa, pandemia
A vida é frágil
Se rompe em instantes
A jornada é eterna e as lições ainda vem da dor
E eu caio onde achei que já me sustentava
Estou reaprendendo meus limites
A intensidade de tudo aumenta e o que antes era sabido agora vem atualizado num rompante
É a nova geração
Estou tão cansada de brigar, estou cansada de falar e não ser ouvida, de ter que impor meus limites
Eu não quero brigar, só não consigo aceitar o que não cabe mais em mim...
Estou intolerante a intolerância
Me tornei o que me fere
Não quero mais reagir como um ser odioso, raivoso...
Mas tem tanta coisa em mim
Preciso agir
Digerir
Respirar
Quero voltar a brilhar
Quero respeito, pra mim e pro outro...
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