quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Incerto

A casa tá cheia

Cheio o ventre

Cheia as emoções 

É uma jornada dupla e solitária 

O Y não entende e nunca vai entender, está além de sua genética

Até os que se esforçam em estudar o X, não podem ser empíricos

Sinto falta da minha mãe, do ventre que me carregou, que entende...

Tudo transborda 

Medo, expectativa, pandemia

A vida é frágil 

Se rompe em instantes 

A jornada é eterna e as lições ainda vem da dor 

E eu caio onde achei que já me sustentava 

Estou reaprendendo meus limites

A intensidade de tudo aumenta e o que antes era sabido agora vem atualizado num rompante 

É a nova geração

Estou tão cansada de brigar, estou cansada de falar e não ser ouvida, de ter que impor meus limites

Eu não quero brigar, só não consigo aceitar o que não cabe mais em mim...

Estou intolerante a intolerância 

Me tornei o que me fere

Não quero mais reagir como um ser odioso, raivoso...

Mas tem tanta coisa em mim 

Preciso agir

Digerir

Respirar 

Quero voltar a brilhar

Quero respeito, pra mim e pro outro... 



Sem comentários:

Enviar um comentário