segunda-feira, 11 de março de 2013

La Vecchiaia E Brutta

Vô!
Quanto tempo eu falei essa palavra, quase tanto como eu disse pai.
Você estava lá todos os dias...
Nos buscava na escola, eu e a Grazi, foram até atropelados por minha causa...
Bem que me dizia: Me dê a mão e espere para atravessar a rua!
Teimosa e inconsequente como era, sai correndo, e você para tentar evitar que o carro me pegasse, correu atrás de mim, segurando a Grazi pelo braço. O carro desviou de mim, e os acertou em cheio! Resultado, Vovô de cabeça enfaixada e 10 pontos e minha irmã de braço quebrado.
Eu? Só ralei o joelho ao me jogar na calçada...
Aprendi que deveria esperar e dar a mão para atravessar a rua.
Me lembro dos sucos de laranjas no sítio, todos os dias saia cedo, caminhava entre os eucaliptos do pomar, colhia laranjas ou mexericas e fazia suco para a trupe toda, 8 pessoas: Você a vovó, o papai, a mamãe, Grazi, Eu, Fá, e Lou... E quando estavam os primos, fazia também.
A vovó coava o café e fazia o pão na chapa...
Aprendi amor e dedicação...
Me lembro de quando me acompanhava nas entrevistas de emprego, tão lindo e generoso..
Tão sábio!
E controlava meu horário pelo choro da Pandora,
E chorava ao me ver fumar...
E contava sempre a mesma piada, e a mesma história da Caracu para todo garçom que nos atendia...
Hoje, vejo a lição de honestidade que estava embutida nela...
Vejo tantas coisas, tanta preocupação na nossa formação, em nos fazer uma continuidade mais aperfeiçoada de você...
Tantas pessoas que conquistou com seu amor e caráter.
Como era querido...
Ainda não sei como será a vida sem você ao lado.
Você sempre esteve ao lado...
E sua manias ainda estão tão presentes!
Queria falar o quanto eu te amo, e quanto foi importante pra mim te-lo perto por tanto tempo;
Não deu tempo de te levar para itália, e de te dar a neta Joana...
Ainda não sei como me sinto com essa perda, ainda não sei o que escrever, só sei que preciso que saia do meu peito...





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