segunda-feira, 11 de março de 2013

Desapegar do que se quer bem, é arduo...

Sonhos conturbados... Mortes, carros sem controle ou quebrados, ladeiras de cemitérios...
Acordo cansada e triste, queria que a noite tivesse aliviado a dor e apressado a superação.
Porque a separação tem que ser algo tão dolorido?
Se ambos aprendemos e crescemos com a convivência até chegar a um ponto que julgamos ser preciso ficarmos sozinhos,
Porque simplismente não agradecemos as lições e seguimos contentes pela história que deixamos?
Porque temos que passar por esse processo tão cruel de desligamento?
Fase de inseguranças, de incertezas, de sonhos roubados, de solidão potencializada...
No fundo eu sei que muita coisa boa ainda vai me acontecer, sei que serei feliz e que também serei triste...
Muito provavelmente me apaixonarei de novo, mas ainda não consigo me imaginar com outra pessoa...
Sei que existem muitas lições a aprender com tudo isso,
Mas senti tanta dor, e por tanto tempo, que não tenho mais tolerância com sofrimento e vitimização...
Não sei como agir diante disso, tento ter paciência e serenidade, tento controlar os impulsos e deixar tudo passar, só que ainda tenho fortes características do meu transtorno, ainda sinto de forma intensa e muitas vezes não sei o que fazer com o que sinto, que sinto que preciso vazar de alguma forma, então eu choro, e escrevo...
Agradeço por ter conquistado um certo grau de estrutura, para passar por isso sem me destruir...
Destruídos, foram os sonhos, os planos... e esses são mais fáceis de reconstruir que o corpo, e a moral.






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