sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dogville

Abusos físicos, abusos psicológicos, abusos...
Porque as pessoas permitem tanto serem abusadas?
A dificuldade de impor limites, desencadeia um padrão de abusos constantes.
A pessoa que sempre aceita, se violenta constantemente.
Por mais que dê, nunca é reconhecido, nunca é suficiente.
Se torna bode expiatório, seus erros distrairão as pessoas dos seus próprios defeitos e dificuldades.
O que define o abusado e o abusador?
Normalmente o abusado não sabe dizer não, porque tem dificuldades de ouvir, não gosta de magoar porque não suporta ser magoado, então ele cede para evitar a culpa.
Abusado não sabe lidar com culpa, cobra muito de si mesmo e é extremamente inseguro.
O abusado tende sempre a se por no lugar dos outros, normalmente é generoso e tolerante.
O abusador é egoísta, só consegue pensar em si mesmo, e nos seus próprios sentimentos. Ele nunca percebe se suas ações afetam ou prejudicam o outro.
Ele gosta receber, então se sente bem em relações com abusados. Ele aproveita ao máximo a "doação" do abusado, depois que a relação se estabelece, ele começa a achar, que o abusado não faz mais que o obrigação de servi-lo. A gentileza vira regra.
Mesmo quando sabe que esta prejudicando alguém, ele alivia rapidamente sua consciência livra sua culpa, e dizendo que os outros é que se fazem de vítima. Sempre acha um demônio para culpar.
O abusador tem muita dificuldade e admitir seus próprios erros.
Portanto, não espere de um abusador consciência para mudar a dinâmica de suas relações.
A atitude para romper esse padrão, deve ser tomada pelo abusado, caso contrário ele será sugado pelo abusador, mas o abusado como ser pacato que normalmente é, tem dificulades para impor os limites que o levariam da pacividade para atividade.
Por isso, essas relações podem se estender durante anos...
O abusado pode ser abusador em uma outra relação.
Existem graus de abusados e abusadores e isso as vezes determina o tipo de relação...
Mas a tendência do abusador é se cercar de abusados. Por serem mais intolerantes, abusadores entre si não convivem muito bem e suas relações são curtas. Por sua vez a relação de abusados com abusados pode ficar alternando quem é abusador da vez, e essas relações doentias podem se estender por anos.
Talvez, depois de anos de terapia, o abusado consiga estabelecer limites e ter uma relação mais saudável e equilibrada com abusadores e abusados.
Ou, depois de muitos traumas, o abusado pode desenvolver intolerância a abusos, e se torna um abusador em potencial, que pode desenvolver reações tão extremas que beiram ou vão além de psicopatias.



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