quinta-feira, 10 de março de 2011

Asas Fechadas

Um punhal, um único furo redondo no coração, vaza o líquido vermelho e espesso, a palidez aumenta gradativamente, na boca, no rosto, os olhos vão ficando opacos e sem vida, a respiração se torna pesada e curta.
Um sensação de torpor percorre seu corpo fraco e já tombado ao chão.
No intimo de seus últimos pensamentos, o alívio: ali não era seu lugar!
Sentia como se estivesse voltando para casa, o aconchego quente da terna e doce infância.
Ainda inocente, qdo sua alma estava intacta das mentiras, do sexo sujo, da maldade, da falsidade e da intriga humana.
Uma borboleta azul e preta vôu ao seu redor, pousou no seu braço branco já quase sem pulso. Com um delicado movimento, cerrou as asas e nunca mais abriu!

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