quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Brumas

Acordo e abro a janela, a névoa entra no quarto como uma coisa mística e lenta… esse mistério da vida que muitas vezes é revelado em sonhos, em inspirações fragmentadas… sinto verter de mim uma gratidão, uma plenitude que não consigo explicar em palavras, aliás as palavras tem me faltado ultimamente para traduzir o que se passa dentro, talvez não tenha tradução, pq é uma junção de sentimentos, imagens, gráficos…A linearidade, a dualidade, a trimensionalidade limitam como se meu corpo tentasse conter uma energia que quer expandir… e sinto essa ernegia querendo seguir como a névoa, quando olho pela janela e vejo a natureza que me cerca.

Como podemos ter nos enganado tanto? Somos parte da natureza e tudo faz sentido quando nos equilibramos com a perfeição dos ecosistemas. 

Mas destoamos, destruímos, não não harmonizamos com a partitura do curso da vida…

Sou vento, chão, mar, árvore, ar, nuvem, vulcão, folha seca que desmancha no chão, a flor que brota… sou ontem e amanhã agora…

Eu eco no choro do meu filho, vibro na sua risada…

Sou como neblina que expande na luz do sol, da lua, das estrelas e volta pra origem. 


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