De volta ao túmulo, abandono, indiferença, traição...
Um pai compactua da morte de seus frutos...
Ela sufoca, eles sufocam entrelaçados no não nascer e no morrer...
Nas entranhas do jazigo, ela amaldiçoa o dinheiro, o poder, e a corrupção...
Ali ficam por séculos, presos num campo denso, inacessíveis, esquecidos, não lamentáveis...
Mas ela lamenta suas vidas... a perdida e a não nascida... vidas matadas pela ganância...
Ali, onde outros entes não queridos foram sepultados com ouro e mentiras e assassinatos eles aguardam até que ela numa outra dimensão, possa resgata-los.
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