Acordei, na inocência de um dia que inicia, abri a janela para o sol...
Esqueci de convidar a luz, e com a possibilidade aberta, quem entrou foi a sombra que espreitava um descuido...
A enforcada voltou a ocupar o salão principal da minha cabeça...
As cores desbotam, as paredes criam limbo, e nada vivo parece fazer sentido.
Tudo que eu amo morre. Mas eu continuo viva.
Os sonhos que me levantavam não acontecem e já não me sustentam mais.
Quero uma dose de anestésico, porque eu não quero mais sentir essa força poderosa crescendo em mim. Medo, dor, desilusão.
A esperança míngua e a luz se apaga.
A enforcada vem até mim com uma oferta mentirosa, mas é tentador acreditar na ilusão.
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