domingo, 30 de agosto de 2020

Convite sem destinatário

 Acordei, na inocência de um dia que inicia,  abri a janela para o sol...

Esqueci de convidar a luz, e com a possibilidade aberta, quem entrou foi a sombra que espreitava um descuido...

A enforcada voltou a ocupar o salão principal da minha cabeça...

As cores desbotam, as paredes criam limbo, e nada vivo parece fazer sentido.

Tudo que eu amo morre. Mas eu continuo viva.

Os sonhos que me levantavam não acontecem e já não me sustentam mais.

Quero uma dose de anestésico, porque eu não quero mais sentir essa força poderosa crescendo em mim. Medo, dor, desilusão. 

A esperança míngua e a luz se apaga. 

A enforcada vem até mim com uma oferta mentirosa, mas é tentador acreditar na ilusão. 





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