Ela chega sem alardes, mas não de surpresa,
Se estiver atento ela manda sinais sutis de sua visita
Visita que não tem data de partida, ela precisa ser despejada, mandada embora...
Mas não se faz isso a força
Não se faz isso com uma velha conhecida, que tantas vezes foi sua companhia mais íntima
Ela te conhece melhor que você mesmo,
Ela não chega de fora, ela vem de dentro
Do mais profundo e sombrio do seu ser
Ela conhece até mesmo quem você não lembra ser
Quando ela chega me deixa em fraca, sensível, como se não houvesse pele
Parece que tudo em mim é pedaço
Que sou tudo e nada
Como se fosse explodir o vazio que expandiu em mim cobrindo minha essência e meu amor
Quando ela vem, faz frio, é cinza e me sinto como uma menina nua chorando em posição fetal no meio do nada
Quando ela vem, preciso de colo, de mão na cabeça e ouvir que sou amada
Ela chegou, e dessa vez estou desprotegida, falta a rainha do meu tabuleiro...
Me pergunto se dessa vez será xeque mate...
Sem comentários:
Enviar um comentário