terça-feira, 8 de novembro de 2016

Ausência
Vazio
Medo
Choro
Fragilidade
Carne viva
Insegurança
Insônia
Melancolia
Dar adeus a referência que me orienta desde o ultero, é ter de me reconstruir sozinha.
Saber que o porto mais seguro agora, serei eu mesma.
A confidente mais íntima e antiga, aquela que sabe apenas de olhar, de ouvir meu oi...
Uma parte minha que partiu, deixando uma parte sua...
Partes que não se tornam inteiras porque falta o cheiro, a voz, o tato, o beijo, o abraço...
Como aprender a conviver com essa parte minha que está em um mundo distante do meu...
Algumas memórias ficaram, outras começaram a se dissolver...
Para quem eu vou perguntar se normal sentir tudo que escrevi acima?
Quem vai me contar de mim?
Terei de ser minha própria mãe agora.




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