É num momento;
Você se sente congelar por dentro, por fora, a paisagem a sua volta, e o tempo como que suspenso;
Depois vê tudo craquelar e ouve as cascas de gelo caírem ao chão como cristais fazendo uma sinfonia sombria no branco infinito.
Sabia que não seria mais a mesma...
Se isolou em seu próprio inverno, até ser queimada em ódio e as sombras se fundiram em seu ser;
Evocava as trevas, e a escuridão devastou sua alma por um tempo imensurável.
E num momento, que não sabia se era sonho ou delírio, viu um floco de neve desvendar sua memória entorpecida de breu;
Viu fogo, gelo, dor... e alcançou uma cabana na montanha coberta de neve;
Havia alguém abastecendo a lareira, aqueles braços, aquele forma de corpo...
O vestido de veludo verde vestia a cadeira de madeira;
Ela, cabelos cobre, deitada numa coberta de pele branca, aquecida por fora e por dentro... lembrou o Amor...
Se o amor a condenou, o amor poderia resgata-lá...
Via uma luz ascender em seu peito...
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