quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Do Coração Ao Papel

Ontem li uma escrita do Fernando Pessoa sobre escrever que achei perfeita:
"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.
O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações."

Para mim, é a mesma coisa, um alivio, um vômito, uma psicografia, uma necessidade de diminuir a intensidade...
Como se não conseguisse conter os sentimentos dentro de mim, os transformo em imagens, cenas, paisagens, e me sinto leve depois de exprimir, de tingir com emoções ou reflexões, o branco da folha.

As vezes as letras caem no papel como lágrimas no rosto;
As vezes são como uma convulsão, um bombardeio de letras que anseiam por sair, como prisioneiros que querem se libertar.
As vezes vem mansas, como um sorriso que começa tímido e se abre lentamente até atingir sua totalidade.
Escrevendo, me entendo melhor, trabalho os sentimentos e eles param de atormentar.



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