terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cinza Onírico

Um mundo cinza, sempre cinza e úmido...
Pessoas perdidas, sem cor na alma, presas a vícios e comportamentos alienantes...
Alguém esta ao meu lado, uma amizade longa e forte, cheia de amor e cumplicidade.
Estamos numa festa, talvez uma balada,
Não ouço música, mas vejo pessoas que precisam satisfazer desejos, quase como uma obrigação.
Beijos vazios, drogas que parecem não causar mais nada, ações mecânicas, automáticas, robôs...
Não pertencemos mais aquele lugar, mas precisamos estar ali.
Deixo meu amigo lá, estava com uma garota que ainda tinha emoção nos olhos, ainda havia cor em seus lábios e calor em seu peito, e saio, não havia nada pra mim ali.
Vou sozinha em direção à casa onde estamos (eu, ele, e mais pessoas que ainda não tinham entregue seus espíritos ao monocromático).
Ele sai a minha procura, pois fica preocupado que eu caminhe sozinha naquele lugar que parece um eterno amanhecer nublado.
No caminho encontro alguém que precisa estar ao meu lado, sinto que devo ajudar essa pessoa a sair daquela reunião zumbi.
Ouço meu amigo me chamar, mas preciso ajudar a pessoa ao meu lado...
Sei que meu amigo e eu nos encontraremos mais tarde.
Saio caminhando com a pessoa pelas ruas de areia úmida, cruzando criaturas estranhas que parecem não nos enxergar.
Entramos na casa e tento cozinhar, estou cansada, precisamos nos alimentar.

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