A manhã vem lambendo o sono, olho a cama, o quarto, a luz fragmentada pela janela, e me sinto bem sozinha;
Medito no chuveiro, cuidando do meu corpo e espírito, e me sinto satisfeita em minha companhia;
A leitura no caos urbano, em meio tantas pernas, vozes, mochilas, cigarros, me leva para o topo de uma montanha, onde consigo me sentir bem sozinha;
A tarde cai com o piano de Ludovico Einaudi tocando meu coração melancólico, sinto que estou inteira sozinha;
A noite entra em mim com um filme frânces num cinema alternativo, entro na diegese, uma experiência interpretativa solitária, saio e tomo trempranilho a meia luz no restaurante espanhol ao lado, e reflito sobre os conteúdos que pude agregar no meu dia.
Gosto dos momentos que são só meus, com meus músicos, autores, diretores e sabores preferidos...
Mas gosto ainda mais, de poder olhar as pessoas, enxerga-las, compartilhar o que aprendi na minha solidão, e doar o amor que habita dentro do meu peito.
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