Quando se liberta de sentimentos que aprisionam, percebe como suas asas são maiores que se lembrava!
Não suporto gaiolas, mas sempre que estive aprisionada, entrei com meus próprios pés, e não sai quando tive portas abertas...
Permaneci no estranho conforto que as grades com as quais me acostumei, me proporcionavam.
A proteção do ferro frio, e de uma mão que alimentava:
Uma esmola, um carinho, gritos e ameaças me mantiveram acuada:
Vítima da minha própria vitimização, não percebia mais que haviam saídas, e fui definhando sem identidade no meu próprio confinamento...
Ninguém é capaz de voar pos nós... Somente nós podemos nos libertar.
Há de se ter coragem de abrir as suas asas e enfrentar o desconhecido fora das grades de ferro e fora das relações de dependência.
Deve-se sair em busca do que possa te alimentar e te fazer mais forte;
Não se encante com gaiolas douradas e comidas fartas;
No fim, ainda será uma prisão que enfraquecerá seu espírito...
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