segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Por que?

Assistindo pela terceira vez A Árvore da Vida de Terrence Malick, chorei mais que na primeira e mais que na segunda...
Poesias conceito, existencialismo, delicadezas de imagens belas.
Uma forma muito sensível e suave de questionar o sentido da vida...
Um suave que vai crescendo e impregnando.
Porque viemos, para onde vamos?
Essas questões me intrigam desde criança.
Porque algumas pessoas que passam por nossas vidas, tem que ir embora tão cedo?
Porque as pessoas morrem, com tanto ainda para trocar?
Porque alguns nos acompanham por grandes percursos?
De alguma forma, este filme me conforta...
Na beira da praia, os encontros e reencontros, o oceano, nosso berço, a evolução, a extinção, o curso natural das coisas...
Não dançamos em vão, mas dançamos sozinhos, mesmo juntos, dançamos sozinhos.
Cada um tem seu ritmo, em cada um a música toca de uma maneira diferente...
As trocas puras e intensas, são raras e rápidas, depois da sintonia, voltamos a nosso ritmo particular...
E esse filme me toca, me leva para um lugar onde sei que sou muito antiga, onde me lembro mais do que devia...
E traz respostas subliminares às minhas questões:
Fico com a sensação de vá, continue, dê o melhor que conseguir de si;
Se lapide, mais e mais a cada dia para deixar brilhar o que ficava escondido.
Nada aqui acabou, estaremos unidos novamente, todos fazendo parte de algo maior.



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