Haviam muitos taxis, mas de repente tudo ficou meio deserto,
Ele estava com ela, não eram namorados, eram amigos que se amavam em silêncio.
Entravam no único táxi que havia sobrado, que era conversível, precisavam chegar a um lugar que agora já não lembrava mais...
Iam em alta velocidade com o taxista moreno de olhos fundos, por um caminho que foi ficando sinistro.
Ela começa a ficar com medo e a estrada vai se afunilando e troncos de arvores vão ficando fartos e altos.
O carro se espreme para continuar numa estrada muito mais estreita que ele,
Ela tenta fugir mas não consigo porque tudo esta muito rápido.
Pergunta onde ele esta os levando e o carro para, não existe mais caminho e a estrada esta cercada de troncos e raízes como um semi-círculo em volta do carro.
Ele diz que os vai guardar, as raízes tomam um aspecto muito sombrio, se levantam como garras, uma fenda se abre e pegam seu amigo amado e o colocam muito rápido na fenda.
Ela sente uma sensação muito ruim, mas conhecida, como se já estivesse ficado naquele lugar, como se já tivesse sido prisioneira das sombras, para saber que seria angustiante e doloroso.
Antes que as raízes a peguem e a fenda se feche, e movida pelo impulso do medo, muito rápido ela consegue pular do conversível e corre, corre muito rápido porque sente o motorista e as raízes soprando na sua nuca.
Ela acorda e pensa no sonho perturbador, naquela sensação sufocante e conhecida ao ver as raízes, e no que quer dizer Ele ter sido guardado nas sombras frias e úmidas daquelas raízes torpes e Ela ter fugido sem saber se seria alcançada ou não...
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