Poucas são as pessoas que se conservam doces frente a intimidade e ao tempo...
E quando as máscaras caem, o que resta é o assombro aos rostos indefinidos e corações empedernidos.
Se soubéssemos nos misturar na medida certa, sem ser mais nem menos do que devemos ser...
Sem ser o outro, ou engolir o outro...
Qual a medida para tudo não se tornar ácido e corrosivo?
Acredito que seja o respeito!
Respeito ao ser humano, ao outro indivíduo e a si próprio.
Engraçado como as vezes desrespeitamos as pessoas que convivem conosco, que estão ao nosso lado, pois não vemos os limites do que nos pertence, e do que pertence ao outro...
Despejamos nos que nos são íntimos, coisas que são estritamente nossas, acreditando que todas ações advindas do que sentimos são justificáveis...
E se considerarmos que o outro tem tanta importância quanto nós?
E se o respeito do começo, quando não sabemos a reação do outro, quando ainda não vemos o outro como uma extensão nossa, fosse cuidadosamente mantido dia após dia?
E se conquistássemos as pessoas que nos são caras todos os dias, ao invés de sufoca-las com nossas frustrações e medos...
Porque é tão difícil para a maioria das pessoas dar sempre o melhor de si para o outro?
Ninguém é o centro de nada, somos igualmente importantes e depende apenas de nós, nos fazermos inteiros.
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