Em uma caixa de sapato ela mantinha seu coração fechado;
Como demorava a cicatrizar os machucados;
Quanto sangue havia ainda quente e úmido...
E ela o deixou lá, tinha tanto medo de ver a própria dor;
Que o esqueceu trancado como um sapato que aperta;
Um dia, a caixa caiu e abriu,
E ela com medo, se recusou a ver:
O coração que havia cicatrizado, agora estava pequeno e murcho em meio a sangue seco;
De olhos ainda fechados, ela o tocou para po-lo de volta na caixa,
E ele pulsou em sua mão.
Ela sorriu e o olhou;
Ele pulsava e ela sorria, ele crescia e ela chorava emocionada com a descoberta de que tinha um coração.
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