segunda-feira, 29 de abril de 2013

Aquele Que Mora No Meu Peito

Tanto sentimento que sobra e transborda, e se esconde e contraí por medo:
De não ser correspondido, de não ser compreendido, de ser machucado;
Uma intensidade que não pode ser sufocada, ou enganada...
Existe e esta dentro de mim, é parte minha, sempre foi e talvez nunca deixe de ser.
Tento acomodar, quieto e paciente, a espera de um dia bonito para que possa sair.
Não, ele não se dissolveria na chuva;
Tampouco perderia o brilho na escuridão;
Mas carbonizaria com raios, e trincaria com trovões,
Continuaria existindo, diminuto, acuado e tenso;
Tremendo, sem ousar assumir sua totalidade;
Esconderia seu potencial, e viveria sendo a sombra do que nasceu pra ser.
Ele deve brilhar como o sol, pois explode com a mesma energia.

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