Mais uma vez a acidez se derrama sobre nós;
O dia se faz noite entre a minha voz e a sua.
Meu coração apertado, bate pequeno,
Cheio de medos e expectativas.
Não haverá descanso?
Viveremos assim, dançando em fios desencapados de alta tensão?
Procurando um respiro, segurando com força o diamante do pulso, para não afundar na solidão das nossas perturbações?
Os ovos quebram sob nossos pés descalços;
Continuamos caminhando em meio a dor de nossas feridas, com as almas cansadas e nossos corações em sangue.
Buscamos, com as gostas de esperança que nos restam, uma solução dentro de nós para que não destruamos um ao outro, e a beleza do amor que temos.
Sentaremos lado a lado, com as mãos atreladas, a paz aninhada no peito contemplando o nascer de um novo sol?
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