quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cidade cinza feio

Difícil voltar, vontade de chorar...
Tudo parece tão insignificante...
Despertador, carros, fumaça, gente em excesso, jornal, café, cinzas e projetos.
Projetos para se ganhar dinheiro, para se sustentar um estilo de vida, para viver nesta cidade que custa.
Custa dinheiro, saúde, sanidade e tempo.
Onde perdemos o verdadeiro sentido?
Onde paramos de dar importância ao amor e as pessoas, e passamos a ser o que consumimos?
Não há  existência, somos espectros capitalistas, fantasmas do consumos compulsório e fútil!
Nossos sorrisos são sinceros?
Mentimos todos os dias diante do espelho.
Olhamos hipocritamente em nossos próprios olhos tentando nos convencer de uma realidade inexistente, de que somos gente de respeito, ignorando nossa própria ignorância!
Não há amor, não há beleza, não há verdade e precisamos desesperados, criar paraísos artificiais que nos remetam aos paraísos que destruímos e ignoramos.
Desejo para esse novo ano, que as pessoas despertem de seu próprio transe e vejam o apocalipse que estamos criando, que por alguns dias no ano, desliguem suas tvs, suas redes, suas compulsões e que possam realmente enxergar o mundo e as pessoas com o olhar real, que consigam mudar, que se permitam amar e respeitar o planeta.

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