Eu?
Me apeguei a Machado, tomei como verdade a análise de Casmurro feita no ácido capítulo "Das Negativas".
Não apenas pelo fato de concordar com Smith em Matrix, quando diz a Orfeu que o ser humano é vírus;
Mas porque muitos seres humanos não tem idade mental, e nem postura, para serem pais, não têm idéia da responsabilidade disso.
Um pai (o genero é masculino, mas se refere a pai e mãe) precisa ser altruísta o suficiente para abrir mão do seu prazer e vida própria, para zelar pelo bem estar e formação do seu filho.
Um bom pai não pode viver na zona de conforto, ter filho não é comodo, ter filho dá muito trabalho.
O que vejo hoje, são pais, que acham que sim, presentes e babás, resolvem tudo...
Ser pai, é mais do que dizer que ama, tem que participar efetivamente, responsabilizar-se por tudo, desde que a criança abre o olho até a hora que fecha.
Pela pela edução, alimentação, entretenimento, saúde, pela formação do seu caráter!
Tem pai que passa a vida como espectador da vida do filho, olha, mas não participa da educação, e da formação.
E tem pai que é como crítico, é ótimo para apontar onde os outros erram, mas nem de longe fazem melhor, ou ao menos aplicam as críticas levantadas.
Tem pais separados que nunca assumem de fato seu filho, ou suas faltas, estão sempre apontando tudo que dá errado, ou que não esta indo bem para seu ex conjugê, se isentando totalmente de qualquer atitude.
Tem pai que age feito irmão do filho, deixando toda a responsabilidade para os avós ou a mãe.
Tem pai que acha que televisão é babá, deixa a criança sendo lobotomizada por desenho estúpidos, que normalmente são recomendados para uma faixa de idade bem acima da faixa da criança espectadora, assim, podem dormir sossegados...
Tem pai que ameaça, tem pai que bate, tem pai que bebe, tem pai que vai embora, tem pai que morre, tem pai que faz do filho o retrato da economia capitalista, e muitos outros exemplos de pais sem noção de sua função...
Essa escolha deve ser muito consciente, deve-se ter ciência que estará abrindo mão da sua individualidade para sempre e formando um indivíduo, que será um adulto, um cidadão...
Não obrigada, não quero correr o risco de ser uma mãe negligente, apenas para atender a um relógio biológico, ou me suprir de um amor incondicional, esse, eu resolvo com meus cachorros.
Não penso em transmitir a nenhuma creatura o legado da miséria humana, proliferando essa espécie virulenta.
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