segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Silêncio

De subito, emudeceram!
Os sonhos derretam e o coração ficou oco.
Quem daqueles todos que diziam, feitos um para o outro, poderiam imaginar que eles se calariam?
Um dia foram felizes, um dia ele não entendeu a fera que o machucou, 
Nenhum dia mais ele a perdoou.
Ele seguia assim, entre amor e ódio, lutando para não deixa-la ir.
Tomou pra si como uma ofensa, a insanidade sem explicação.
Julgou pela consciência, um corpo tomado por um demônio selvagem.
Ele não via que ela, em sua essência, não o machucaria.
Ele não quis ver dentro dele, mas está lá, ela em toda sua plenitude. 
Ele não esta pronto para admitir que ela é, e sempre foi parte sua.
Ele não quer confiar, no espírito que mais conhece.
Uma ligação antiga e profunda.
Mas ele ainda é mais carne que espírito!
Ele culpa a carne oca, e não percebe ainda, que ela, não estava ali.
Ele a deixou partir, ela o deixou partir, eles partiram o elo.
Ele a matou, ela ainda segura o corpo no colo, e chora para que seus espíritos se curem.





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