Ontem, hoje e amanhã.
Será que terei também um presente não dado, guardado em uma caixa velha?
Cartas, papéis, fotos e declarações...
Busco em vão uma carta pra mim, talvez um escondido vomito raivoso fruto de terrível julgamento, conjecturado do medo,
Talvez uma desabafo que me diminua...
Quantos amores da minha vida?
Quantos sentimentos grandes demais para serem explicados em palavras?
Quantas acharam que eram os únicos amores maiores da vez?
Porque estamos juntos, você me pergunta?
Tenho tantas respostas para essa pergunta... Arriscaria até mesmo, a incluir alma gêmea nela.
Mas não acredito mais em contos de fadas.
Estou paralisada para crer nisso.
Ficaremos juntos?
Essa resposta eu não tenho, e nem devo ter.
Sei que ando me sentindo sozinha, precisando ouvir as palavras de tantas cartas, ditas com verdade somente pra mim.
Preciso que fale sobre nós, e não fuja, no livro, na tv ou no sono...
O que estou fazendo com você?
Estou acreditando no que meu coração disse quando te conheci.
O que faz comigo eu te pergunto, se acha que só estou com você, porque não tenho capacidade de encontrar outra pessoa que me ature?
Devo acreditar que é uma brincadeira boba não embutida de certa verdade?
Que tem tanto medo de me perder que precisa me desvalorizar para se sentir seguro?
Não precisa disso, você é minha escolha, vejo as suas inúmeras qualidades que você faz questão de não enxergar.
Porque me afasta para me ter perto?
Um dia ficarei tão longe que não conseguirei voltar...
Agora eu vazo, vazo e continuo cheia,
De medos, de faltas, de angústia,
De ser a próxima a ser guardada numa caixa de sapato.
Ao menos eu tenho uma escrita na sua pele, um diamante, eterno enquanto viva.
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