Como eu amo minha cidade!
O sotaque duro dos meus paulistanos.
A cidade cinza que tem artes coloridas nos muros, nos becos...
Que tem dor e força nas esquina, nos sobrados,
Que recebe o novo sem muita resistencia,
Que comporta multiplicidades e aceita idiosincrasias.
Cidade da parada gay, das corridas de fórmula 1.
Onde se come bem, se bebe muito, e se dorme mal.
Underground no baixo augusta, tendências, novidades, estilos.
Um documentário no anexo do Unibanco,
Uma comidinha grega depois...
Sentar em uma tarde de sexta e almoçar bucolicamente no Ibirapuera sobre uma toalha xadrez.
Cheiros, cores, vozes e muitos sabores no Mercadão.
Um cara toca sua guitarra enfrente ao parque Trianon,
Um andarilho joga sua bituca no chão,
Um homem anda distraído e não abre seu guarda-chuva quando as primeiras gotas começam a cair em seu braço.
A cidade alagada tem chão molhado e luzes refletidas no asfalto quente de um trânsito infernal.
No metrô, onde se respira pressa, pessoas em pé e sentadas lêm seus livros, ouvem suas músicas, dormem, conversam...
Mais uma semana de trabalho, comemorada com os melhores cortes de peixes na "peixaria" Uo Katsu.
Barracas dispostas na Benedito oferecem a idade da cidade, uma breve história através das velharias com preços salgados.
O cheiro de várias comidas típicas se dissipa, igualmente como o som de flautas e tambores de capoeira,
Escolho um poster do Almodovár para levar pra casa.
Paro na loja em frente e compro um vestido retrô para ver Heroes no Estúdio SP.
Amanhã, quem sabe um almoço com a família no Velhão da Cantareira...
Cidade opções, onde tudo se concentra, onde tudo se encontra, onde todos se encontram e se desencontram...
Cidade samba-rock-rap-sertanejo-pagode-funk-pop-concerto-jazz-carnaval-eletronico...
Pessoas de todos os tipos e decendências fervilham uma mistura cultural.
Porra Meu, eu realmente amo minha cidade!
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