quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Prenúncio ?

Estava brincando com minhas cachorras no quintal da frente, e elas começaram a latir insistentemente;
Olhavam para o telhado e latiam, achei que era um gato;
Qual não foi minha surpresa, ao ver que era um dos animais mais místicos e fascinantes da terra;
Uma ave que eu adoro e planejo tatuar em meu braço.
Sim, em pleno dezembro em São Paulo, uma coruja estava no telhado do vizinho.
Não via uma coruja há uns dez anos ou mais, a última vez que me lembro de ver uma, foi em Tatuí, quando minha família lá tinha sítio...
Sentei no chão, em sua direção, e fiquei admirada, olhando e sorrindo...
Ficamos assim, nos olhando intrigadas, durante alguns minutos.
Ela entendeu, percebeu que eu também transitava entre dois mundos.
Ela quis me contar algo, e viu que eu já sabia.
Nós duas sabemos o que vai acontecer;
É meu destino, pensei, é o destino que criei.
Ela voou alto, e sumiu na noite não tão escura, da cidade pré-natal.
Eu, fiquei divagando, presa ao meu próprio mistério.

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