quarta-feira, 16 de novembro de 2011

No fim do Arco-íris...

Flanando pelas ruas do bairro onde nasci e cresci, observando as pessoas, as casas, ainda descubro detalhes que não havia reparado nesse trajeto que me é tão familiar.
Na verdade Flano, quando minhas amadas cadelinhas me permitem, porque por vezes, tenho que separa-las, desenrosca-las da guia, ou esperar uma delas defecar na frente de alguma casa simpática. Ou pasmem, no meio da rua.
Dona Aretha, adora defecar bem no meio da rua, ela estanca, e não há quem faça ela continuar, os carros são obrigados a parar e fico roxa tentando disfarçar meu constrangimento.
São 18:00, e as pizzarias do bairro já acenderam seus fornos a lenha.
Céu nublado ainda, após dois dias seguidos de chuva e garoa. Um feriado molhado.
Aproveitei uma pausa do castigo úmido, para esticar as pernas e acabar com o tédio da Aretha e da Nina. Nina começaria a comer a casinha a qualquer instante. A casinha é de alvenaria, ela come o cimento, depois o tijolo, fica tudo cheio de pó de cimento e terra, já tivemos que concretar os buracos algumas vezes.
No caminho olho o céu, esta bonito, meio escuro com um clarão no meio.
Peço uma luz, algo que indique o que devo fazer da minha vida.
Me distraio por alguns segundos com as meninas, e quando olho para o céu novamente, há um arco-íris!
Olho para ele até que suma. Fui ouvida, um sinal!
Fico tentando entender, o que quer dizer o arco-íris. É bom, eu sei!
Mas o que indica, espere a chuva passar que haverá o arco-íris? Siga o arco-íris que ao fim tem um pote de ouro? Onde é meu arco-íris?
Pensando isso, me dá uma saudade do meu amor que deixei dormindo em minha cama.
Sigo para casa, o cheiro de lenha deixa tudo com aroma de infância: as tardes de Tatuí, onde se esquentava a água para o banho no fogão a lenha, voltam a memória como uma sensação confortável.
Lenha, arco-íris, infância, Rafa, promessas para o futuro... meu peito se enche de boa esperança!

Sem comentários:

Enviar um comentário