Tão cheio como balão amarrado ao pé da mesa...
Confusão mental, letargia.
Não consigo me concentrar no trabalho, sinto como se eu não fizesse mais parte dessa cena.
Não vejo sentido em continuar, como uma cabra que apenas come a grana.
Não vejo sentido nas coisas que faço, não acredito mais nessa novela, esse pão já não me cala.
Nem todo circo é capaz de me alienar, pequenos malabaristas se esforçando para não derrubar suas bolas.
Preocupados demais em manter a bola, não percebem que ninguém mais os percebe.
Já que o pão é só gula e a tela plana não me aliena, vamos de barbitúricos!
Antipsicótico, antidepressivo, antietanol: antivida espontânea!
A compreesão da realidade proporcionalmente me joga para fora do sistema.
Intrigante como deixamos complexas frações tão simples.
Ser humano tem a necessidade básica de complicar, de inventar o que não precisa.
Priorizamos tudo o que fútil, quando deveríamos priorizar a vida, os tesouros que realmente ficam.
Ainda bem que nem todos são assim...
Será que isso significa que há esperança?
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