Esta esperando para se levantar?
Escolhendo a hora mais propícia para aliviar a culpa?
Olhou nos meus olhos e viu o que?
Lembrou-se dos velhos tempos de teatro?
Vai me derramar o balde de sangue, agora?
Quantas neuras brutas...
Minhas, suas...
Eu me expondo para aliviar seus medos,
Você se expondo apesar dos medos.
A dúvida, o "e se", é avassalador para ambos.
Eu não suporto ser julgada e isso é me julgar.
Onde esta pessoa que conheceu? Seria ela um ser maquiavélico?
Me dá uma vontade de ir embora e deixar tudo para trás.
Como um bicho que isola para morrer, poupando os outros de verem sua agônia.
Queria ter sido sábia como um elefante. Teria livrado muita gente do meu espetáculo de loucura..
Pronto, a brincadeira não tem mais graça.
Tem alguém rindo agora?
Os dedos permanecem apontados.
Carrego uma cobra debaixo dos cachos do meu cabelo.
Preciso cuidar para que ela não saia picando quem eu amo.
É como carregar a maldição! Você a tem, mas escolhe aprender a conviver com ela, ou a não viver.
Pessoas amaldiçoadas são solitárias.
São fantasmas em vida assombrando as pessoas.
Deveriam me colocar um sinal de alerta: cuidado não se aproxime, ou perigo de vida!
Como matar o monstro sem matar a pessoa que o carrega?
Ah Frankeisten, pelo menos sua deficiência estava explicíta.
Já eu, sou como uma planta carnívora...
Eu deveria fugir para as montanhas geladas e esperar o tempo findar a criatura.
Longe dos olhos, dos dedos, das desconfianças, não é assim que se trata o que não se entende?
Inexplicavél, incoerente, causo medo: Monstro!
Estou tão cansada de tentar me adequar,
De tentar provar que não é uma escolha...
Um espectro, que não pertence a lugar nenhum.
Acabem logo com isso! Um tiro na cara, uma apunhalada no coração,
E basta de sofrimento!
Respiro fundo e tento colocar um pé a frente do outro.
Para onde vão me levar eu não sei, espero que para as geleiras do Dr. Victor!
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