segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Hora Mais Incomoda


Domingo amanhece triste,
Não importa a meterologia,
Acordo com a dor da partida.
Anseio para que os ponteiros escravos do impiedoso tempo parem, ou ao menos, diminuam.
Mas eles continuam seguindo como em uma corrida frenética,
Não ligam para minha felicidade ou tristeza.
Correm sem se importar com o mundo fora do relógio. 
São apenas dois ponteiros andando ansiosos pelo breve encontro. 
Talvez sejamos ponteiros, que se encontram para se despedir em seguida.
Envolvidos demais no nosso mundo dentro relógio.
E não é assim o mundo particular dos amantes ?
Como condenar dois ponteiros apaixonados que tem a mesma sina?
Mesmo quando eles param, gastos, sem corda ou bateria,
O tempo continua correndo marcado por outros ponteiros espalhados pelo mundo, nas mais diversas formas, em busca do breve encontro.
Marcado pelo sol, ou pela ampulheta, não importa a ferramenta, o tempo mostra sua impiedade.
Por isso, se você vir dois ponteiros parados distantes, 
Se você já sentiu a doçura do amor em seu coração, 
Coloque-os juntos, bem juntinhos parados na meia noite.
12 badaladas de esperança!
Pense que você pode ser o ponteiro de algum relógio quebrado, esquecido em uma parede velha.
E que sua felicidade esta na mão de algum destino, generoso ou amargo. Não seja você o destino amargo!
Os relógios deveriam congelar o tempo numa eterna felicidade na meia noite de um domingo antes da alvorada.

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