segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Invasão

Ciúme invadiu sem sentido, sem explicação,
Por não fazer parte daquele passado, me senti roubada.
Ele e ela.
Ela, que eu conhecia,
Ele, que conheci pouco depois já nos braços daquela que eu sabia, e respeitava,
Ele, que era apenas um amigo querido.
Como eu não sabia deste pedaço de passado que de certa forma era tão próximo porque ela era da minha sala?
Da minha sala?
Outra da minha sala?
Teve aquela que eu sabia mas não respeitava, a que não merece ser mencionada, mas eu sabia, não me senti enganada...
Já que era da minha sala, poderia ter sido Eu, antes de todas elas...
Novamente me senti roubada de tempo e memórias.
Vivi o que tinha que viver, sei disso,
Talvez, se tivesse sido Eu e não ela, não estivéssemos preparados,
Talvez não teríamos a lição do respeito fundamental que preserva o amor.
Talvez gastássemos o belo, destruindo o sublime. 
Quis machuca-lo também,
Quis lembra-lo dos eles que eram da classe e do convívio dele e que também me roubaram dele.
Talvez tivesse feito naquela época...
Mas hoje, como poderia machuca-lo e desrespeita-lo assim?
Não, o tempo não nos foi roubado.
O tempo apenas nos preparou para saber cuidar um do outro,
Para entender quão frágeis são nossos corações,
Nos preparou para sentir tão grande amor e guarda-lo num diamante.

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