segunda-feira, 13 de junho de 2011

Uma Volta da Espiral

A mão desliza pelo metal gelado,
O frio sai da lâmina e para na espinha,
Calafrios, arrepios, garganta trava, o olho mareja...
Sensação aterrorizantemente familiar.
E se eu pulasse agora?
Não quero entrar no vazio de novo.
Não quero ser consumida pela dor, pela angústia.
Tudo para não entrar no buraco negro.
As palavras fogem da minha cabeça,
Acho que elas sentiram o sinal do perigo.
Nem chorar, nem escrever, nem falar.
Estou cansada demais para tentar me sentir melhor.
Sou apenas uma gota que escorre pelo parabrisa num tarde fria, chuvosa e escura.
Quero dormir para sempre, enfrente a lareira, com o cheiro da madeira estalando.

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