quarta-feira, 1 de junho de 2011

O que a água espelhou, a levou...

A beira da ponte ela pensa como é fácil cair e deixar tudo para trás.
O peso de sua alma é tamanho, que ela afunda como aço.
Só ela e o rio, imersa naquela imensidão gelada e escura.
A pedra sólida racha seu crânio, o sangue se espalha lentamente se dissolvendo na água.
Peixes viscosos e famintos seguem o rastro vermelho e se acomodam entre os seios brancos e cabelos castanhos.
As últimas bolhas de ar, estouram na superfície, em seus reflexos coloridos findam qualquer rastro daquela criatura.

Sem comentários:

Enviar um comentário