terça-feira, 17 de maio de 2011

Confortável Muro

Uma nova dor pulsa em meu corpo.
Como um arrepio fino, gelado e ao mesmo tempo quente.
Tão diferente da dor que arde, e mutila.
Essa, formiga e entorpece.
Tem uma leve familiaridade e também estranheza.
Paradoxal como a psicopatologia do TPB.
Como a felicidade que dá medo!
Como o suor dele penetrando na minha pele, quente, frio, cheio de esperança traiçoeira.
Só quero ficar segura no abraço dele, numa tarde chuvosa de domingo, dentro do nosso muro.

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